um velho mora aqui, filho,
não adianta, ele não quer brincar
O dia todo sentado na varanda
só entra pra se entendiar
um velho mora aqui dentro
da calçada não dá para notar
como todos os velhos, resmunga,
pedindo pro tempo parar
não há motivo para tristeza
a velhice já chegou à raíz,
ela não tem medo da morte
esse vai ser um encontro feliz
O terminal, local de encontro espontâneo em meio ao fluxo do desencontro cotidiano na confluência do trânsito caótico moderno. É neste local onde nasce o olhar inesperado da mente, onde os questionamentos surgem em meio a uma espera funesta. Aqui, no terminal da poesia, nos encontramos.
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
A madeira em minha pele.
ou tal qual pinóquio
ser de mentira
pois de mentira
seria infinito
e nesse infinito
me perderia
até que um dia
um dia poderia
viraria um dia
verdade de mentira.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Medéia, ou a iluminação do Ocidente.
Hoje acordei iluminado
Por uma rubra luz
incandescente
Na epifania do desejo
Iludido apego
Da vida
O amanhã nascerá escarlate
Para os filhos da noite
Escura
Minha catarse é nossa
O empírico ego
Do fim.
terça-feira, 1 de março de 2011
Morcego (ou Do bolor e o seu lugar)
Sobre piano, flores, bilhete,
A poeira no chão destoa
A música aos poucos acende
Lembranças de outra pessoa
Na época em que o jardim era verde
No baile emoções sobrevoam
A dança aos poucos distende,
Os nervos nunca perdoam
Se perniciosamente me permito
Músicas, folhas, bilhetes, pessoas,
A poeira aos poucos me deixa doente
Toda comoção enjoa
Um canto, de repente, deleita
Das mágoas já não sinto gosto
Um beijo bailarino abotoa
A gola sufoca o pescoço
A alegria foge, entre dentes,
A poeira tudo enevoa
Aos poucos num gesto dormente
O morcego se lamenta e ressoa
A poeira no chão destoa
A música aos poucos acende
Lembranças de outra pessoa
Na época em que o jardim era verde
No baile emoções sobrevoam
A dança aos poucos distende,
Os nervos nunca perdoam
Se perniciosamente me permito
Músicas, folhas, bilhetes, pessoas,
A poeira aos poucos me deixa doente
Toda comoção enjoa
Um canto, de repente, deleita
Das mágoas já não sinto gosto
Um beijo bailarino abotoa
A gola sufoca o pescoço
A alegria foge, entre dentes,
A poeira tudo enevoa
Aos poucos num gesto dormente
O morcego se lamenta e ressoa
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Deusa
A Ela eu canto, a Ela meu manto
Com Ela me encanto, acalmo meu pranto
A Ela eu danço, com Ela é manso
O andar que é firme, assim não me canso
É Mãe, é Mulher, é Mão e colher
Alimento daquele que chegou sem saber
Que mundo era esse, em que devo crer?
Na Mãe Protetora, no anjo do VER
Por Ela eu sigo
A Ela eu digo
Que amo ter vindo
Me livrar do castigo
Porque aqui é Amor
Aprendizado sem dor
Descobri que há flor
Branca e com cor
No meu coração de um ser que chegou
Humano e mais: um ser que viajou
Na infinitude do tempo, do desconhecido
Pra vir Me levar de volta Comigo.
Com Ela me encanto, acalmo meu pranto
A Ela eu danço, com Ela é manso
O andar que é firme, assim não me canso
É Mãe, é Mulher, é Mão e colher
Alimento daquele que chegou sem saber
Que mundo era esse, em que devo crer?
Na Mãe Protetora, no anjo do VER
Por Ela eu sigo
A Ela eu digo
Que amo ter vindo
Me livrar do castigo
Porque aqui é Amor
Aprendizado sem dor
Descobri que há flor
Branca e com cor
No meu coração de um ser que chegou
Humano e mais: um ser que viajou
Na infinitude do tempo, do desconhecido
Pra vir Me levar de volta Comigo.
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