A Ela eu canto, a Ela meu manto
Com Ela me encanto, acalmo meu pranto
A Ela eu danço, com Ela é manso
O andar que é firme, assim não me canso
É Mãe, é Mulher, é Mão e colher
Alimento daquele que chegou sem saber
Que mundo era esse, em que devo crer?
Na Mãe Protetora, no anjo do VER
Por Ela eu sigo
A Ela eu digo
Que amo ter vindo
Me livrar do castigo
Porque aqui é Amor
Aprendizado sem dor
Descobri que há flor
Branca e com cor
No meu coração de um ser que chegou
Humano e mais: um ser que viajou
Na infinitude do tempo, do desconhecido
Pra vir Me levar de volta Comigo.
O terminal, local de encontro espontâneo em meio ao fluxo do desencontro cotidiano na confluência do trânsito caótico moderno. É neste local onde nasce o olhar inesperado da mente, onde os questionamentos surgem em meio a uma espera funesta. Aqui, no terminal da poesia, nos encontramos.
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domingo, 13 de fevereiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Ser ou não
o sol se pôs na escuridão
tudo para esquecer
os dias que serão
Na umbra absurda
a vela desvelada
reverbera surda
sua rubra espada
domingo, 28 de novembro de 2010
Outro velho
"como manteiga que foi espalhada num pedaço muito grande de pão"
Bilbo Baggins
Eu estou cansado...
há uma âncora em minha alma.
Além de me manter parado, pesa,
me segura focado em meus erros.
Disfarço, pesa a máscara também,
um oceano sobre os ombros
sempre me afogo, tática terrorista,
Sou um homem-bomba, sem missão,
Sem objetivo, minha via-crúcis
é uma estrada, de caminhões lotada
e plana, vejo-a como o horizonte
embaçado, em ebulição.
Um horizonte eterno e maçante,
de sem esperanças esperançoso se estica
se esvai, mergulho no torpor
tudo parece lento, surdo, patético...
De gatos
um gato atravessa a rua
por entre lixo e entulhos
encontra seu lugar
um gato, é a resposta para todos
os problemas que um gato pode ter
ninguém imagina um gato, um
simples, pequeno de qualquer cor,
mas gato. Diriam que não há gatos
que eles são furtivos, interesseiros,
os gatos. Diriam que eles são uma metáfora
em forma de gato, mas, de fato, para quê?
Alguém não poderia falar de gatos,
de asfaltos, mas por que o lixo?
Gatos gostam, mas, enfim, quem não?
Contava, um gato atravessava a rua
devagar, não tinha pressa, mas
tenho quase certeza de que era um gato
por entre lixo e entulhos
encontra seu lugar
um gato, é a resposta para todos
os problemas que um gato pode ter
ninguém imagina um gato, um
simples, pequeno de qualquer cor,
mas gato. Diriam que não há gatos
que eles são furtivos, interesseiros,
os gatos. Diriam que eles são uma metáfora
em forma de gato, mas, de fato, para quê?
Alguém não poderia falar de gatos,
de asfaltos, mas por que o lixo?
Gatos gostam, mas, enfim, quem não?
Contava, um gato atravessava a rua
devagar, não tinha pressa, mas
tenho quase certeza de que era um gato
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Ontológico Revisitado
Gosto dos desejos azuis
que flutuam no universo
da minha consciencia negra
Véu branco de noiva
e cortina de palco
são o fim do espetáculo.
que flutuam no universo
da minha consciencia negra
Véu branco de noiva
e cortina de palco
são o fim do espetáculo.
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