O sabor sedutor seduz
A boca boba a beber
sedenta sacia ao descer
Da boa bebida e deduz:
Líqüido santo é a cerveja!
O terminal, local de encontro espontâneo em meio ao fluxo do desencontro cotidiano na confluência do trânsito caótico moderno. É neste local onde nasce o olhar inesperado da mente, onde os questionamentos surgem em meio a uma espera funesta. Aqui, no terminal da poesia, nos encontramos.
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domingo, 22 de junho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
noturno III
a noite eu não me lembro do dia
nem do sol, nem da cor das orquídeas
eu não sentira seu odor nas flores
eu não vira suas formas nas nuvens
a noite eu não me lembro do sonho
das crianças em bicicletas, do futebol
na rua descalças, das velhas ranhetando,
do machucado e das gargalhadas
a noite eu não me lembro do jogo
gol aos não-sei-quantos-minutos, o juiz
que não apita, que não manda assinar
e a vontade de dar o beijo e sair e
a noite eu não me lembro do jantar
nem do almoço, nem do café, do pão
com requeijão e da vida dum comercial
de margarina light pro coração
a noite eu não me lembro de não lembrar...
nem do sol, nem da cor das orquídeas
eu não sentira seu odor nas flores
eu não vira suas formas nas nuvens
a noite eu não me lembro do sonho
das crianças em bicicletas, do futebol
na rua descalças, das velhas ranhetando,
do machucado e das gargalhadas
a noite eu não me lembro do jogo
gol aos não-sei-quantos-minutos, o juiz
que não apita, que não manda assinar
e a vontade de dar o beijo e sair e
a noite eu não me lembro do jantar
nem do almoço, nem do café, do pão
com requeijão e da vida dum comercial
de margarina light pro coração
a noite eu não me lembro de não lembrar...
sábado, 17 de maio de 2008
vingança
I
ciumento converso com o vento
e espalho a minha peçonha
o vento, amigo de um tempo,
vislumbra a vida à toa.
II
depressa disponho biruta
tentativa pra quem não dá sopa
suspendo Pandora ao relento
caixa, peneira, vassoura
ciumento converso com o vento
e espalho a minha peçonha
o vento, amigo de um tempo,
vislumbra a vida à toa.
II
depressa disponho biruta
tentativa pra quem não dá sopa
suspendo Pandora ao relento
caixa, peneira, vassoura
Numa tarde não tão clara, diante de um vidro quase translúcido, pensando num arremate não bárbaro e coçando disfarçadamente a perna ou O pulo do gato
O gato pintado, cinzento
esvoaça pela rua tristonha.
O azul empoleirado no vento
colore a canção que destoa.
A chuva cai perpendicular e leve
sem tempo a água rabugenta
escoa, o dia segue firme
na janela, saudade adoece,
os olhos de outra pessoa
esvoaça pela rua tristonha.
O azul empoleirado no vento
colore a canção que destoa.
A chuva cai perpendicular e leve
sem tempo a água rabugenta
escoa, o dia segue firme
na janela, saudade adoece,
os olhos de outra pessoa
segunda-feira, 5 de maio de 2008
You must have fallen from the sky
O buraco na parede
era um céu avermelhado.
Nele estava a marca
da esperança que um
prego não agüentou.
Como o sol vermelho
ele deixou sua marca,
responsabilidade
que se precipitou.
O céu de hoje é o
retrato de amanhã
que cai, o vidro
vai pro cesto reciclável,
a foto pra caixa
de onde um dia-promessa
ela se destacou.
era um céu avermelhado.
Nele estava a marca
da esperança que um
prego não agüentou.
Como o sol vermelho
ele deixou sua marca,
responsabilidade
que se precipitou.
O céu de hoje é o
retrato de amanhã
que cai, o vidro
vai pro cesto reciclável,
a foto pra caixa
de onde um dia-promessa
ela se destacou.
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